FIOS - LINHO, ALGODÃO, LÃ e OUTROS
TRAJES
"O concelho de Coruche, devido à sua grande extensão e riqueza, engloba no seu todo uma diversidade de usos e costumes que são uma mescla dos hábitos e princípios trazidos pelos primitivos colonos oriundos de outras regiões do País a que se dava o nome de Barrões, Béus ou Bimbos. Vinham das zonas da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e outras.
A maneira de vestir era diferente, tanto no homem como na mulher.
O lavrador vestia calça justa, jaqueta e chapéu de abas largas e direitas. O trabalhador rural vestia fato de surrebeco, cinta e barrete preto. Dedicava-se aos trabalhos mais pesados: cava, planta, aduba, trata das vinhas e lagaragem. O campino, ex-libris da lezíria, em dias festivos ou gala, vestia camisa branca de coloreta e frentes bordadas, colete encarnado bordado a preto, calção de veludinho roxo ou azul escuro, meia branca de renda, sapato de prateleira, cinta vermelha e barrete verde.
A mulher vestia ceroulas de ganga azul, apertadas no joelho para poder arregaçar as saias: três das saias, mais rodadas atrás do que à frente, sendo a de cima de chita; uma blusa de quartinhos; avental; lenço e chapéu de mescla, garridamente enfeitado com uma fieira, na qual segurava penas de pavão, fios de contas e pequenos objetos; calçava canos e tamancos, usando sempre um taleigo bordado a ponto de cruz."
in: Fatela, Paulo – Mãos com Alma: artes e ofícios tradicionais em Coruche, Associação para a Promoção Rural da Charneca Ribatejana, 2014, p 88.
Chapéu de mescla, garridamente enfeitado com uma fieira, na qual segurava penas de pavão, fios de contas e pequenos objetos
Créditos fotográficos: Carlos Siilva
O campino vestia camisa branca de coloreta e frentes bordadas, colete encarnado bordado a preto, calção de veludinho roxo ou azul escuro, meia branca de renda, sapato de prateleira, cinta vermelha e barrete verde.
Créditos fotográficos: Carlos Siilva
O trabalhador rural vestia fato de surrebeco, cinta e barrete preto
Créditos fotográficos: Carlos Siilva


