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coruche à mão

preservar memória / criar valor

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FIOS - LINHO, ALGODÃO, LÃ e OUTROS

TECELAGEM

A visada neste post é uma daquelas artesãs que me faz lamentar o facto de eu não ter estrutura para a apoiar e incentivar a continuidade da sua arte, tudo me leva a crer que Lourdes Sousa faz parte do grupo "Os últimos artesãos de Coruche". Contudo não está no âmbito do Coruche à mão fazer análise relativamente ao desaparecimento, em Coruche, destas artes milenáres. Assim sendo,  fica aqui o registo de alguns que fizeram percurso, no caso em tecelagem.

Hoje reporto um esquiço biográfico de Lourdes Sousa e duas peças por ela produzidas:

 

"Maria de Lourdes Luís de Sousa (Lourdes (Sousa) nasceu em 1968, em Santarém.

Foi em Coruche que cresceu, passou a adolescência e parte da vida adulta. Fez formação na área do artesanato, no Instituto Ricardo Espírito Santo nos anos de 1992 e 1993 e no CEARTE de 1994 a 1997.

Em 2002, por razões familiares, optou por mudar a sua residência de Coruche para Castelo de Vide, onde instalou um atelier/loja de artesanato, a maioria das peças que comercializava eram executadas por si.

Uma das áreas do artesanato a que mais se dedicou foi a tecelagem, executando cortinados, toalhas, etc."

 

Fatela, Paulo – Mão com Alma, artes e ofícios tradicionais em Coruche, edição Associação da Charneca Ribatejana, 2014, pág. 30.

 

 

20101107 colete HR (29).jpg

 Designação: Colete

Material: Linho com tela de cores e ráfia

Dimensão: 034m x 0.65m

Créditos fotográficos: Hélder Roque

 

20101128 Cortinado HR (36) (1).jpg

  Designação: Cortinado

Material: Linho 

Dimensão: 1.35m x 1.95m

Créditos fotográficos: Hélder Roque

 

Hoje reporto um esquiço biográfico de Maria Marques e foto de uma peça por ela produzida:

 

"Maria Augusta Marques (Maria Marques)

Nasceu em 1934, no Couço - Coruche. Aos dez anos de idade, depois de ter concluído a instrução primária, foi par Abrantes como aprendiz de tecedeira. Após terem sido adquiridos os conhecimentos básicos regressou ao Couço.  Por um conjunto de circunstâncias sociais da época foi obrigada a trabalhar no campo.

Maria Augusta casou-se e teve dois filhos. Só em 1986, através de um homem de cultura, o coucenses José Labaredas,  inicia a atividade na Câmara Municipal de Coruche produzindo peças de tear e dando formação nessa área."

Fatela, Paulo – Mão com Alma, artes e ofícios tradicionais em Coruche, edição Associação da Charneca Ribatejana, 2014, pág. 28.

DSC04510.jpg

 

 Designação: Colcha

Material: Algodão 

Dimensão: 1.30m x 1.90m

Créditos fotográficos: Hélder Roque

 

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