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coruche à mão

preservar memória / criar valor

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FIOS - LINHO, ALGODÃO, LÃ e OUTROS

Chegaram ao Coruche à Mão mais três taleigos, no âmbito da dinâmica iniciada em janeiro de 2018 e,  com fim neste mês de maio.

As peças publicadas neste post são de: Mafalda Ferreira (A Costureira), Ana Joaquina Filipe (desafiada por Mariana Neves)  e Centro de Dia da Fajarda (desafiado por Ana Joaquina Filipe), os contactos que fiz aconteceram via facebook (aos meus amigos nesta rede social). Contudo, quem estiver disponivel a participar será um gosto! Obrigado 

Nesta publicação temos três peças de três gerações, sendo que as mais antigas produziram os taleigos muito enraizados no convencional,  enquanto que Mafalda Ferreira, uma jovem que dedica algum do seu tempo a realizar peças em textil, executou um saco inspirado no tradicional, sobretudo o formato, os tecidos e a função são absolutamente contemporâneos. 

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Autor: Mafalda Ferreira - A Costureira

 

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Autor: Centro de Dia da Fajarda

 

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Autor: Ana Joaquina Filipe

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 

 

 

 

 

 

METAIS - LATOARIA, FERREIROS, RECORTES EM ZINCO E LATÃO, ESCULTURA - OBJETOS DECORATIVOS

Latoaria

A latoaria / funilaria é um ofício em que o artesão produz e repara artefatos em metal. Os metais utilizados são a folha de flandres, chapa zincada entre outras.  A produção artesanal tradicional privilegiava  noutros tempos que não conheciam a eletricidade e o plástico, peças utilitárias  como por exemplo: lampiões e lamparinas para alumiar, almotolias para o azeite, funis para enchidos, cântaros para o vinho ou o leite.  Hoje as peças têm um carácter mais decorativo.

 

“Relatou Heraldo Bento que vários foram os latoeiros / funileiros e aprendizes destes ofícios em Coruche,  meados do século XX, nomeadamente: Francisco da Palmira; Antónia Frade (proprietária de uma oficina de latoaria); Lopes; José Simões; João Abrantes e José Anselmo da Cruz Júnior. 

Atualmente não existe ninguém no concelho de Coruche a praticar a atividade de latoeiro/funileiro. 

Não nos foi possível localizar peças dos artesãos acima mencionados, com exceção de José Anselmo da Cruz Júnior, do qual recolhemos alguns dados biográficos, junto de um familiar e da Conservatória do Registo Civil de Coruche, e registámos em fotografia (fotografo Nuno Capaz) algumas peças decorativas/úteis, que ainda é possível encontrar nas casas de alguns Coruchenses.”

 

Esquiço biográfico

 

José Anselmo da Cruz Júnior, conhecido por Zé Russo, nasceu nas primeiras décadas do século XX, 1921, em Coruche.

Em 1955 foi ao encontro de um irmão em Lisboa e instalou-se no bairro da Mouraria na atividade de latoeiro, trabalhando por conta de outrem.

Como os amores não foram de feição regressou a Coruche, onde se instalou, inicialmente na Rua Júlio Maria de Sousa e mais tarde na Travª do Monteiro e, aí continuou a desenvolver atividade executando lanternas, molduras de espelhos, apliques entre outras. Peças, portanto, que acumulavam dupla função, úteis e decorativas. As cores que predominavam eram essencialmente o verde seco, o bordeaux e o dourado, tons que estiveram em moda nos anos 70/80, considerando a sua integração em ambientes de casa clássicos e urbanos, não obstante o contexto de ruralidade que nos assiste.

Fontes: Fatela, Paulo – Mão com Alma, artes e ofícios tradicionais em Coruche, edição Associação da Charneca Ribatejana, 2014, pág. 171.

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Autor: José Russo

Designação: Aplique

Material: Folha de flandres

Dimensão: 0,40m x 0,15m

Fotógrafo: Nuno Capaz

 

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Autor: José Russo

Designação: Espelho com apliques

Material: Folha de flandres

Dimensão: 0,50m x 0,40m

Fotógrafo: Nuno Capaz

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Autor: José Russo

Designação: Espelho

Material: Folha de flandres

Dimensão: 1,20m x 0,90m

Fotógrafo: Nuno Capaz

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Autor: José Russo

Designação: Lanterna

Material: Folha de flandres

Dimensão: 0,25m x 0,20m

Fotógrafo: Nuno Capaz

 

 

 

 

 

FIOS - LINHO, ALGODÃO, LÃ e OUTROS

Publico neste post um conjunto de quatro taleigos em crochet, sendo que dois produzidos por duas mulheres que estiveram de forma marcante na minha vida.  As outras duas peças foram trazidas até mim por Raquel Marques e são da sua mãe Maria Filomena Carvalho. São peças dos anos oitenta do sec. XX. Obrigado!!!

 

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Autora: Maria Mendes ( minha sogra)

ano:1981

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Autora: Maria Filomena Carvalho

ano: 1983

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Autora: Maria Filomena Carvalho

ano: 1983

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Autora: Rita Costa Turicas (minha tia e madrinha de batismo)

ano:1980

 Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 

 

 

 

FIOS - LINHO, ALGODÃO, LÃ e OUTROS

Chegaram vários taleigos ao Coruche à Mão, partilha de Ana Maria Ribeiro, Mariana Neves e Luísa Serrão. Obrigado!!! 

 

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Taleigo para colocação de chinelos

Materiais: Tecidos (capulana e tecido de algodão)

Peça de produção contemporrânea, detalhes / fuxicos

Autora: Ana Maria Ribeiro

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Taleigo bordado

Materiais: Tecido e linhas de algodão

Peça de produzida há mais de cinquenta anos

Autora: Ana Maria Ribeiro

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Taleigo para pão (bordado a ponto de cruz)

Materiais: Tecidos (quadrlié) e linhas de algodão

Autora: Mariana Neves

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Taleigo (bordado a ponto de cruz)

Materiais: Tecidos de fibras sintéticas, quadrlié e linhas de algodão policromáticas 

Autora: Luísa Serrão

 

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 

GASTRONOMIA

Ana Maria Ribeiro partilhou no Coruche à Mão uma receita de familia:

 

"CABRITO ou BORREGO ASSADO 

 

A assadura do cabrito no Natal ou do borrego no domingo de Páscoa remete-me para a minha infância quando íamos à Estação de Santa Apolónia em Lisboa, levantar o cabaz (de verga forrado a serapilheira) com o cabrito e outras iguarias enviadas da Serra da Estrela pelos maus avós maternos.

 

Também a receita da sua confeção vem desses tempos de criança, feita pela minha mãe e já há alguns anos por mim adotada, sentindo quase que um dever esta transmissão de legado gastronómico com toda a carga afetiva que transporta e com muito gosto faço para toda a família.

Atualmente não dispondo dessas raças da Serra da Estrela, recorro ao borrego mais próximo, aqui de Montemor-o-Novo, de denominação de origem protegida (DOP) o que faz toda a diferença, pois sabemos que o sucesso de qualquer prato está diretamente associado à qualidade da matéria prima.

 

De Véspera tempera-se numa assadeira a carne já lavada e escorrida com uma mistura dos seguintes ingredientes: sal, piri-piri, alhos (picados), cravo de cabecinha, louro, pimentão doce (pó), azeite e um pouco de vinho branco, barrando-se os pedaços de carne com este preparado e fica a repusar com uns ramos de salsa.

 

No dia seguinte acrescenta-se mais um pouco de vinho branco e azeite (se necessário) e leva-se ao forno, virando-se os pedaços de carne de vez em quando, de modo a assar uniformemente.

 

Acompanha com batatinhas assadas à parte com azeite, sal e um pouco de água e grelos cozidos e temperados com um bom azeite."

Texto: Ana Maria Ribeiro

 

Antes:

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Depois:

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Créditos fotográficos: Fernando Serafim e Ana Serafim

Tratamento de imagem: Paulo Fatela

 

METAIS - LATOARIA, FERREIROS, RECORTES EM ZINCO E LATÃO, ESCULTURA - OBJETOS DECORATIVOS

SERRALHARIA ARTÍSTICA

 

Neste post publico uma nota biográfica e algumas fotografias de peças do artesão José Miguel Teles, cuja atividade é relativamente recente. As peças do José Miguel são bastante criativas e de excelente execução, carateristicas essenciais  em meu entender para que tenha a denominação de ARTESÃO. Merece o meu respeito e apoio. Votos para que prolongue as suas produções por muitos anos...

 

Esquiço biográfico:

 

José Miguel Teles nasceu em 1963, em Coruche.

Zé Miguel, como é conhecido começou a trabalhar em 1978 numa serralharia, em Coruche, tendo mais tarde sido operário fabril (manutenção de equipamentos). Nas atividades profissionais desenvolvidas lidou sempre  com as mais diversas peças metálicas.

Em 2002 de forma espontânea reutilizou peças metálicas e,  produziu uma peça decorativa.

Durante alguns anos foi desenvolvendo o seu hobbie, sempre na prespetiva de realizar peças para si próprio.

O ano de 2015 trouxe-lhe o desafio de mostrar as suas peças decorativas ao público em geral,  aconteceu na  FICOR – Feira Internacional da Cortiça em Coruche. Após o primeiro certame têm se seguido outras participações de âmbito local e regional.

Optou por atribuir  uma denominação à  sua atividade “ARTDECOR”.

Zé Miguel encontra-se em fase de processo de obtenção da carta de artesão, a emitir pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional / CEARTE, na área de serralharia artística.

 

Imagens de algumas peças:

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Designação: Candeeiro

Material: reutilização de diversas peças metálicas

Dimensão: 1,72m x 0,79m

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 

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Designação: Candeeiro

Material: reutilização de diversas peças metálicas

Dimensão: 0,68m x 0,36m

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

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Designação: Candeeiro

Material: reutilização de diversas peças metálicas

Dimensão: 0,68m x 0,35m

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

30421692_1857421197624171_1332262078_n.jpgPormenor de candeeiro

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

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Designação: Bengaleiro

Material: reutilização de ferraduras

Dimensão: 0,27m x 0,50m

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

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Designação: Suporte de guardanapos

Material: reutilização de  ferraduras

Dimensão: 0,15m x 0,10m

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 

Gostaria de fazer um passo a passo de uma peça do artesão aqui visado! Assim sendo, será um até breve...

 

 

 

 

 

 

FIOS - LINHO, ALGODÃO, LÃ e OUTROS

Participação de Ana Maria Ribeiro no desafio TALEIGOS.

 

Neste post publico um conjunto de taleigos que amávelmente Ana Maria Ribeiro  partilhou no Coruche à Mão. São peças que herdou da sua sogra e, mostram genuinamente os taleigos tradicionais. Os taleigos resultavam da reutilização de tecidos de algodão e eram formados por um conjunto de retalhos. Já em outros tempos se reutilizavam materiais, obviamente que as circunstâncias eram outras... Mas o principio mantém-se.

 

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Créditos fotográficos: Paulo Fatela