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coruche à mão

preservar memória / criar valor

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PATRIMÓNIO EDIFICADO

Arquitetura vernacular em Coruche

Este é o primeiro post no Coruche à Mão sobre património edificado. Tal como noutros posts o ponto de partida são as publicações/livros sobre as matérias visadas, no caso “O que nos dizem as casas”, do arqt.º Carlos Janeiro, edição Museu Municipal de Coruche (2006) e “Portas e janelas do concelho de Coruche”, edição da Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Coruche (1998).

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 Créditos fotgráficos: Paulo Fatela

Desde tempos imemoriais o homem encontrou motivos para ficar por Coruche. Construiu a sua habitação com matérias-primas locais. As terras férteis criaram atratividade para o homem se fixar.

 

Todo o tipo de arquitetura em que se empregam materiais e recursos do próprio ambiente nas edificações designa-se por arquitetura vernacular. Assim sendo, as construções têm caráter local ou regional.

A construção, dita tradicional, em Coruche não é singular, os materiais e o aspeto formal é transversal a outras zonas do país.

O que me importa referenciar, neste post, é o facto desse património estar  abandonado, não obstante existirem projetos, provenientes de universidades de arquitetura,  no sentido de estimularem a  construção com materiais naturais, alegando ser sustentável, considerando:

 

  • Baixo custo
  • Conforto térmico
  • Uso de material regional
  • Poder ser preparado no próprio local da construção
  • Rapidez na preparação dos tijolos

 

Caraterísticas edificações ditas tradicionais

As paredes eram em taipa, adobe ou tijolo (barro ou terra amassados, com ou sem misturas). Eram caiadas e o branco devolvia à paisagem parte do calor do sol, ficando a vida mais fresca no interior das casas.

A cobertura era em telha de barro, nas suas várias formas, sustentada por madeiras fornecidas pelos pinheiros da charneca.

As portas e janelas, também elas de madeira de pinho, eram emolduradas a ocre ou a azul e socos das mesmas cores,  por forma a dissimular a sujidade.

 

Saber fazer…

Adobe

A preparação do adobe é feita em solo argiloso. Faz-se um buraco perto do local da obra onde há solo apropriado, colocando-se água. Depois amassa-se com os pés até sentir que tem boa liga. O barro é posto em formas de madeira com as dimensões de 40cm de comprimento, 20cm de largura e 15cm de altura. A forma é molhada antes de se colocar a argila. Depois realiza-se um processo de secura durante dez dias, virando-a a cada dois dias.

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 Construção em adobe / Localização: Zebro - Freguesia da Lamarosa

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 Adobe / Localização: Zebro - Freguesia da Lamarosa

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  Tijolo / Localização: Fajarda - Freguesia de Coruche, Fajarda e Erra

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   Tijolo / Localização: Foros do Paúl - Freguesia de Coruche, Fajarda e Erra

 

Taipa

A taipa é uma técnica construtiva à base de argila (barro) e cascalho empregue com o objetivo de erguer uma parede.

 

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    Taipa / Localização: Foros do Paúl - Freguesia de Coruche, Fajarda e Erra

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 Revestimento em cal com moldura e barra com pigmento ocre / Localização: Foros do Paúl - Freguesia de Coruche, Fajarda e Erra

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 Porta em madeira de pinho / Localização: Fajarda - Freguesia de Coruche, Fajarda e Erra

Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 

O paradigma mudou...

 

Desafio:

Sinalizar em Coruche, através de registo fotográfico, elementos arquitetónicos cuja execução surgiu através da mão…

 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Adobe

Revisão: Ana Paiva