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coruche à mão

preservar memória / criar valor

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FIOS - LINHO, ALGODÃO, LÃ e OUTROS

FIOS - FATOS DE ANJO

 

Comemoram-se, este ano,  os 500 anos da  Procissão em Honra de Nossa Senhora.

Através da carta-ordem de D. Jorge de Lencastre, datada de 13 de junho de 1516, cumprindo a ordem de D. Manuel I, emanada por carta régia de vinte e sete de maio desse ano, na qual se mandava fazer uma solene procissão no dia da Visitação da Mãe de Jesus. A cumprir logo nesse ano.

 

Fonte: Catalogo “500 anos da Procissão em Honra de Nossa Senhora  – Coruche”, Edição - Museu Municipal de Coruche,  2016,  pág. 112.

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Créditos fotográficos: Duarte Delgado - Reportagens fotográficas - Lisboa (1966) (PF)

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FFC_111528.jpg Fotografias: Arquivo Museu Municipal de Coruche (anos 1960) 

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A assistir à procissão em honra de Nª Nª do Castelo, três gerações, a minha avó materna, as tias Rita e Susana e eu.

 Créditos fotográficos: Duarte Delgado - Reportagens fotográficas - Lisboa (1966) (PF)

 

O Museu Municipal de Coruche realizou uma exposição temporária e um catálogo relativos à efeméride.

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 Fatos de Anjo

 

Aquando da preparação do livro Mãos com Alma – artes e ofícios tradicionais em Coruche, solicitei colaboração ao meu amigo Pde João Luís Silva para que produzisse um texto sobre "Fatos de Anjo" para apresentar o tema. Mais uma vez para introduzir esta temática publico o texto do Pde João Luís.

 

"Os anjos são uma das mais belas imagens que habitam no espírito humano. Estes seres celestres graciosos, espíritos puros. cheios de força e da santidade de Deus, impregnam a nossa história desde o início.

Mesmo o nascimento do Filho de Deus, teve a interação dos Anjos. Foi o Arcanjo Gabriel quem anunciou a Maria que Ela era a escolhida para a Mãe de Jesus.

Não admira pos, que nas tradições populares, concretamente nas Festas em honra de Maria e dos Santos, se façam presentes estes "Fatos de Anjo" que são atríbuidos para os mais pequenos das comunidades paroquiais, as crianças, pois, quem melhor que elas para espelharem o que são os anjos.

Não é pelas crianças que se renova o milagre da vida, o olhar inocente da realidade, a alegria gratuita, o maravilhamento e as mensagens de amor?

Nos "anjos" que desfilam alegremente nas nossas procissões com as suas asas com mais ou menos expressão, isto é, nos fatos de anjo" mantemos viva a presença dos que entre a natureza Divina e a natureza humana, estabelecem o elo de ligação e comunicação com Deus, e de Deus, são portadores fièis de mensagens de Bem e de Amor para todos nós.

Que mistério tão sublme conntém "os Fatos de Anjo"!"

Padre João Luìs Silva 

 

Algumas pessoas em Coruche até aos anos 70/80 confecionavam e alugavam fatos de anjo e de santos, para cumprimento de promessas na Procissão de Nª Srª do Castelo. Com o passar do tempo a procura deste tipo de produtos foi-se esbatendo. Atualmente já não existem pessoas com essa atividade. As irmãs Manuela e Jesus Cordeiro têm um espólio considerável que herdaram da sua mãe Clementina Cordeiro. Hoje o ênfase vai para Docelina Cardoso.

Docelina Cardoso, natural de Fajarda – Coruche, tem oitenta e três anos de idade, fez o seu percurso profissional, essencialmente, utilizando os tecidos como matéria prima. Confencionou trajos tradicionais, vestiu vários ranchos folclóricos,  produziu peças em trapologia e  imensos fatos de anjos e santos, os quais desfilavam nas profissões locais e não só.

Em baixo um conjunto de três fotografias do autor Hélder Roque, cujos modelos foram os seus filhos, Jéssica, Afonso e Mariana de . As fotografias foram produzidas no âmbito do livro Mãos com Alma, editado em 2014.

20100906 Docelinda Cardoso HR (15).jpg Docelina Cardoso

Designação: Vestido de "VirgemSantíssima"

Material: Tafetá, rendas e galões

Créditos fotográficos: Hélder Roque

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Docelina Cardoso

Designação: Fato de " São José"

Material: Tafetá, galões e cordão de algodão

Créditos fotográficos: Hélder Roque

 

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 Docelina Cardoso

Designação: Fato de " Menino Jesus"

Material: Tafetá, rendas e galões 

Créditos fotográficos: Hélder Roque

 

Agradecimentos:

Ana Paiva

Hélder Roque

GASTRONOMIA

TOMATE

O tomate é um dos produtos hortícolas de maior importância no Ribatejo. O tomate tem a vantagem de poder ser consumido em fresco ou transformado: concentrado, em polpa ou pelado. Por cá produz-se o tomate especialmente para transformação.

Grandes empresas industriais, situadas em Almeirim, Benavente e Azambuja, são os parceiros dos agricultores ribatejanos.

 

Receita com tomate como ingrediente principal, partilhada por Ana Maria Ribeiro:

 

SOPA DE TOMATE COM FIOS DE OVOS

 

Era uma sopa de Verão que se fazia em casa de meus pais, em Lisboa e à qual não dava grande importância, talvez pela sua simplicidade, mas como tudo que marca a nossa infância, dei por mim a introduzi-la habitualmente em minha casa e todos a apreciam.

 

INGREDIENTES:

Tomate redondo (tomate maçã)

Cebola

Alho

Coentros

Azeite

Água

Sal

Ovos

 

Vamos lá preparar a sopa: Numa panela juntam-se o tomate e a cebola picados bastante miúdo, visto que esta sopa não é triturada, um dente de alho esmagado, água, azeite e sal a que  junto um ramo de coentros, já influenciada pelos sabores ribatejanos e alentejanos.

Ferve bastante tempo até cozer e desfazer bem todos os ingredientes.

Numa tigela batem-se bem alguns ovos inteiros, conforme o tamanho da panela e deitam-se em fio para dentro da panela com a sopa, mexendo rápido para que fiquem fios bem fininhos, tudo isto já com o lume apagado.

Pode servir-se esta sopa com croutons ou coentros frescos picados."

 

13940895_1127467100623287_911069491_n.jpg Créditos fotográficos: Fernando Serafim 

 

 

Hoje sou eu que partilho uma receita, como diz o ditado “no tempo do tomate não há maus cozinheiros”.

 

OVOS  DE TOMATADA

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No verão, em casa dos meus avós maternos, comíamos ovos de tomatada. Para mim tornou-se tradição, pelo que todos o verões faço ovos de tomatada,  traz-me muitas e boas  memórias ...

 

INGREDIENTES (Uma dose):

Uma folha de louro

Tomate

Uma cebola (grande)

Dois ovos

Pão (caseiro)

Azeite

Sal, qb

Óregãos (secos)

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Num tacho coloca-se o louro, a cebola cortada em rodelas finas e o tomate, previamente pelado e sem grainhas, rega-se com azeite. Leva-se o preparado ao lume com um pouco de água. Deixa-se cozinhar e apurar a gosto, contudo é conveniente que a tomatada fique com textura. Escalfam-se os ovos, em água e vinagre.

Torram-se fatias de pão.

 

Empratamento:

Colocam-se as fatias de pão torrado  e em cima a tomatada, para finalizar os ovos escalfados, salpicados com óregãos secos.

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Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 Acompanha com batata frita, em palitos, salpicada com oregãos.

 

Receitas com tomate como ingrediente principal, partilhadas por Rosa Nunes:

 

OVOS COM TOMATE

Leva-se ao lume uma frigideira com azeite. Quando quente junta-se um (ou mais) tomate lavado e cortado em pedaços pequenos. Vai-se mexendo, até o tomate se desfazer. Juntam-se os ovos que se quiserem, ligeiramente batidos com um garfo e mexe-se bem. Pode temperar-se de sal a gosto.

A minha mãe ensinou-me a fazer "Ovos com tomate", que julgo ser uma receita típica na zona dela (Almodôvar - Baixo Alentejo).

 

SOPA DE TOMATE

INGREDIENTES:

1 kg de tomate chucha (tomate de cacho também é adequado)
2 colheres (sopa) de azeite (de boa qualidade)
2 cebolas médias
4 dentes de alho
3 colheres (sopa) de tomate em pedaços
1 pacote pequeno de açúcar
Sal, pimenta, hortelã e orégãos q.b.
5 ovos (1 ovo por pessoa)

Preparação:

Tira-se a pele e as sementes dos tomates e reservam-se.
Numa panela, coloca-se o azeite a aquecer e junta-se as cebolas em meia lua e os alhos fatiados grosseiramente. Deixa-se refogar muito bem mas sem queimar.
Junta-se o tomate limpo, o tomate em pedaços e o ramo de hortelã. Deixa-se cozinhar um pouco. Retira-se a hortelã e tritura-se tudo com a varinha mágica. Adiciona-se o sal, a pimenta, o açúcar e deixa-se cozer durante 10 minutos em lume brando.
Entretanto, numa tigela, coloca-se os ovos (sem a casca) e, quando a sopa estiver a ferver, juntam-se (sempre em lume brando) e deixa-se cozinhar até que estes cozam.
Num terrina de servir, colocam-se algumas fatias de pão (há quem prefira colocar as fatias de pão directamente no prato). O pão deve ser de véspera.
Quando os ovos estiverem cozidos, coloca-se a sopa na terrina e serve-se de imediato.

 

SOPA DE TOMATE

INGREDIENTES:

1 cebola
4 tomates maduros (ou uma lata de tomate inteiro pelado)
2 dentes de alho
2 batatas médias
4 punhados de arroz agulha (1 por cada pessoa)
4 ovos
Sal e pimenta
Azeite q.b.

Preparação:

Picar as cebolas e os alhos.
Cortar as batatas em fatias muito finas e pelar os tomates.
Aquecer um tacho, cobrir o fundo com azeite e juntar a cebola, o alho, sal e pimenta a gosto. Deixar refogar até a cebola estar translúcida e juntar os tomates em pedaços generosos. Juntar as batatas e adicionar água quente (cerca de um litro). Deixar ferver durante 5 minutos.
Adicionar então o arroz e deixar cozer. Assim que o arroz estiver cozido, juntar mais água, se necessário, verificar o sal e partir os ovos directamente para dentro do tacho (de preferência em sítios diferentes para ficarem separados).
Cozinhar durante 5/6 minutos, tirar do lume e cobrir com a tampa até à hora de servir.

 

QUICHE DE TOMATE

INGREDIENTES:

Para a massa:
300g de farinha
130g de margarina
70g de água
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de açúcar

Para o recheio:
3 tomates de rama, maduros, às rodelas
1 lata de cogumelos laminados
Azeitonas pretas, sem caroço, às rodelas q.b.
Queijo ralado q.b.
3 ovos
1 pacote de natas
Orégãos q.b.
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Prepare a massa, colocando no copo todos os ingredientes pela ordem indicada. Programe 15seg, Vel 6.
Forre uma tarteira com a massa e pique-a com um garfo antes de cozer para que esta não enrole.
Para o recheio, disponha os cogumelos, o tomate, as azeitonas e o queijo ralado. Polvilhe com orégãos.
Numa taça, bata os ovos e as natas, tempere com sal e pimenta, e deite por cima da massa.
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 25 minutos, ou até ficar dourado.

 

BRUSCHETTAS DE TOMATE

INGREDIENTES:

2 pães de mistura
3 tomates lavados, sem sementes e cortados em cubos
2 dentes de alho picados
Queijo flamengo ralado (podem ser outros queijos)
Salsa e sal grosso q.b.
4 colheres (chá) de azeite

Preparação:

Cortar os pães a meio, misturar os tomates, o alho e o sal grosso e barrar o pão com o preparado e polvilhar com queijo. Colocar numa tabuleiro e levar ao forno a 200ºC, até o pão tostar e o queiho derreter. Por fim regar com azeite e polvilhar com salsa. 

Fonte: http://kitchenet.aeiou.pt/

 

Receita com tomate como ingrediente principal, partilhada por Luzia Santos:

 

"DOCE DE TOMATE

 
Uma receita tradicional adaptada aos apressados tempos modernos.
 
Na panela de pressão coloque dois quilos de tomate, de boa qualidade,  bem limpo de peles e grainhas, com 1 kg de açúcar, uma casquinha de limão e um pau de canela. Leve a ferver por cerca de quinze minutos.
Findo o tempo necessário desligue o fogão mas deixe que a panela perca toda a pressão no seu ritmo próprio. Destape a panela e volte a ligar o fogão. Deixe ferver por cerca de mais dez minutos para secar um pouco e engrossar, mexendo sempre.
Deixe arrefecer e delicie-se com este doce maravilhoso.
Umas tostas ou fatias finas de pão alentejano e uma bebida fresca vão muito bem com o doce agora no verão.
Se lhe sobrar algum aproveite as tardes frias de inverno e saboreio com um belo chá a acompanhar.
 
Bom apetite!"

 SAM_1264.JPG Créditos fotográficos: Luzia Santos

 

Receita com tomate como ingrediente principal, partilhada por Lurdes Martinho:

 

"TOMATES RECHEADOS

INGREDIENTES:

8 tomates médios
800g de carne picada (porco e vaca)
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola
1 dente de alho

2 ovos

1 chávena de arroz cozido. (o arroz pode ser substituído por cous cous).
1 colher de chá de oregãos

sal , tomilho e pimenta q.b.

Preparação:

Lavam-se os tomates, corta-se uma tampinha e com uma colher escava-se o interior. Deixam-se escorrer sobre papel absorvente e guarda-se a polpa retirada.
Aloura-se a cebola e o alho, junta-se a carne picada e deixa-se cozinhar. Deita-se a polpa do tomate sem sementes e tempera-se com o sal, pimenta, orégãos e o tomilho. Deixe cozinhar cerca de 20 minutos em lume brando até a carne estar apurada. Mistura-se o arroz cozido (convém cozer com antecedência para secar bem), os ovos batidos e envolve-se tudo
Colocam-se os tomates num prato de ir ao forno e salpicam-se com umas pedrinhas de sal. Enche-se cada tomate com a carne picada e coloca-se a tampinha em cada um.
Vai ao forno previamente aquecido (180ºC) cerca de 15 a 20 minutos para cozinhar o tomate. Este deve ficar macio mas não muito mole.
Servem-se com uma salada de alface e um pouco de arroz branco (opcional)."

tomate_recheado.pngCréditos fotográficos: Lurdes Martinho 

 

Receita com tomate como ingrediente principal, partilhada por Natalina Asseiceira:

 

"SOPA DE TOMATE COM QUEIJO PARMESÃO

 

 

INGREDIENTES:

750gr de tomate maduro

7,50dl de água

Queijo parmesão (ralado)

Cebola

Azeite

Sal


Faz-se um refogado ao qual se junta 750gr de tomate bem maduro, adiciona-se sal e 7,50 dl de água e vai à cozer. Por fim passa-se pelo passe vite ou com a varinha mágica e junta-se uns coentros.

Serve-se de imediato com queijo parmesão ralado."

 

14102075_10206568419040273_1614918065_n.jpgCréditos fotográficos: Natalina Asseiceira 

GASTRONOMIA

 TOMATE

Conforme referido em posts anteriores no âmbito da gastronomia, é meu objetivo  publicar algumas receitas da brochura/opúsculo editada pela Associação para o Estudo e Defesa do Património Cultural e Natural do Concelho de Coruche, em 1993, intitulada “Comeres de Coruche”.

Agora publico uma receita de sopa de tomate, contudo, vou colocar alguma informação associada ao tomate e contextualiza-la em terras do Vale do Sorraia, considerando tratar-se de  uma cultura com muita expressão.

FCMC-d-04782_1996.jpgFoto: Arquivo da Câmara Municipal de Coruche (1996)

 

 O Tomate é o fruto do tomateiro - Solanum lycopersicum.

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 Fonte Web

As espécies são originárias das Américas Central e do Sul. A sua utilização como alimentos teve origem no México espalhando-se por todo o mundo depois da colonização das Américas pelos europeus.

Após a colonização espanhola das Américas, o  tomate foi distribuído ao longo de suas colónias no Caribe, foi, igualmente, levada para as Filipinas, de onde se espalhou para o sudeste da Ásia e, em seguida, todo o continente asiático. O tomate desenvolveu-se facilmente em climas mediterrânicos, o seu e cultivo começou em 1540.

Provavelmente o seu consumo ocorreu logo após ter sido introduzido, e foi certamente  utilizado como alimento no início do século XVII em Espanha. O mais antigo livro com receitas de tomate foi publicado em Nápoles em 1692, embora o autor tinha aparentemente obtido estas receitas a partir de fontes espanholas. Em  Itália, como Florença, no entanto, o tomate foi usado apenas como uma tabletop decoração antes de ser incorporada a cozinha local no final dos anos XVII ou início do século XVIII.

 As plantas crescem tipicamente em altura,  desenvolvendo hastes fracas que se estendem sobre o chão ou trepam . É uma planta perene no seu habitat nativo, embora seja muitas vezes cultivada em climas temperados. Um tomate comum médio pesa cerca de 100 gramas (4 oz).

Características:

O tomateiro é uma planta espermatófita. Trata-se de um frutos, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respetivamente, após a fecundação.

O tomate é rico em licopeno e contém vitamina C.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tomate

 

Existem alguns tipos de tomate, como por exemplo:

Tomate coração de boi;

Tomate xuxa;

Tomate cereja;

Tomate maçã.

 

Relativamente às cores do tomate, para além do vermelho, mais comum, existem outras cores como o amarelo, rosa, branco, verde ou laranja.. Por exemplo, alguns tomates amarelos têm um sabor suave, doce e com baixo teor de ácido.

Fonte:http://www.plantarportugal.org/index.php/horticultura/1167-plantar-tomates.html#sthash.2PFOYiYM.dpuf

 

Como plantar tomate:

Há diversas variedades de tomateiro, com coloração, tamanhos e formatos diferentes. molhos. 
As temperaturas mais indicadas para o cultivo do tomateiro são as noturnas moderadas, entre 15 e 19 ºC, e ,durante o dia, as que se mantêm na faixa de 19 a 24ºC. No entanto, a planta também tem bom desenvolvimento em áreas de clima tropical de altitude – acima de 800 metros –, subtropical e temperado.

As plantas são produzidas a partir de sementes colocadas em células de bandejas de isopor, preenchidas com substrato. Os materiais e produtos utilizados nessa etapa inicial podem ser comprados em lojas especializadas. Faça irrigações diárias nas plantas, sem excesso de água.
Assim que as plnatas contarem com quatro ou cinco folhas ou atingirem de sete a dez centímetros de altura, estão prontas para o transplante. Na escolha do local definitivo, dê preferência a ambientes ensolarados, para que o tomateiro não fique fino e quebradiço. A cultura se dá bem em solos areno-argilosos, permeáveis e bem drenados.

O tomateiro de porte indeterminado precisa ser tutorado para assegurar seu desenvolvimento. Use varas de bambu ou de madeira na medida de dois metros de altura. Ao amarrar os suportes em cada planta, não aperte muito as hastes. Variedades do tipo “meia-estaca” podem ser conduzidas usando estruturas mais simples como os fitilhos, enquanto para processamento industrial as indicadas são as rasteiras, em contato direto com o solo ou sob cobertura vegetal ou plástica. 

Entre plantas, a recomendação é de 50 a 60 centímetros e, entre os sulcos, de um a 1,20 metro. Uma dica para um crescimento mais vigoroso do tomateiro é combinar o cultivo com ervas aromáticas.

O tomate não precisa estar maduro para a colheita, que, em geral, inicia-se de 90 a 100 dias após a realização do transplante. Fora do pé, o fruto ainda continua a amadurecer. 

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI222661-18293,00-COMO+PLANTAR+TOMATES.html

 

Sopa de Tomate

1 kg de Tomate

Um pouco de Azeite

2 fatias de toucinho

2 fatias de toucinho entremeado

4 cebolas

250 g de pão torrado

1 ramo de salsa

1 litro de água

Sal

 

Cortam-se cebolas às rodelas finas e o toucinho em pedaços.

Pelam-se os tomates e tiram-se-lhes as sementes. Coloca-se tudo num tacho com azeite e salsa. Ferve-se  10 a 12 minutos em lume brando. Junta-se a água e o sal, deixa-se ferver.

Depois de pronta serve-se com quadradinhos de pão torrado.

In: “Comeres de Coruche”, Associação para o Estudo e Defesa do Património Cultural e Natural do Concelho de Coruche, 1993, pág. 13

TINTAS - CERÂMICA, MADEIRA, TÊXTIL, PORCELANA, AZULEJOS

Azulejos

Em matéria de azulejos registo em Coruche alguns artistas. O primeiro referido neste forum, foi o mestre José David Esteves (Relvas), hoje publico neste post  Márcia Branca.

 

"Márcia Jacob Branco, nasceu em 1981, em Marvila, ainda que tenha vivido sempre em Coruche.

Aos quinze anos de idade foi estudar para a escola Dr. Ginestral Machado, em Santarém, de forma a frequentar o Curso Geral de Artes.

Márcia tornou-se professora do ensino básico com a variante de  educação visual e tecnologica, por opção, sendo que a sua grande vontadade era mesmo arquitetura.

Considerando alguma sensibilidade e experiências que teve conjuntamente com colegas, as quais se relacionavam com pintura de azulejo e a utilização de vários materiais, foi fazendo peças.

O seu objetivo é o de inovar em matéria de azulejaria, juntar ao azulejo arames, rendas, vidros, etc, sair do tradicional, embora também goste de pintura dita classica.

Associou-se à CORART - associação de artesanato de Coruche, sendo que foi aí que mostrou as suas produções pela primeira vez.

Colaborou nalguns projetos da Associação, noemadamente em ateliers em 2005, ou seja, ensinou pintura de azulejos, técnica de guardanapo e vitral, nos denominados "Ateliers de Verão" direcionados para crianças."

Fatela, Paulo – Mão com Alma, artes e ofícios tradicionais em Coruche, edição Associação da Charneca Ribatejana, 2014, pág. 28.

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IMG_0277.JPG Créditos fotográficos: Paulo Fatela

 

 

REGISTOS RELIGIOSOS

A arte na religião e religião na arte

 

Aquando da preparação do livro Mãos com Alma – artes e ofícios tradicionais em Coruche, solicitei colaboração ao meu amigo Pde João Luís Silva para que produzisse um texto sobre Registos Religiosos, este por sua vez,  endereçou o convite a um seu amigo.

Mais uma vez para introduzir esta temática publico o texto, muito bem articulado, de Armindo Rodrigues, amigo do Pde João Luís.

 

“É costume, na tradição popular, numa peregrinação a um santuário ou numa outra festividade de um santo patrono oferecer uma esmola no local e em retribuição receber-se um santinho ou pagela, marcando a presença da pessoa pela posse de um objeto evocativo. É certo que alguns desses santinhos serviam, e servem, muitas vezes para marcar a página de um livro de oração, a Bíblia ou outro livro quer de teor religioso ou não. As pagelas tornam-se registos de uma passagem, são marca de uma presença, trazem à memória o local, recorda a festividade religiosa.

Momentos especiais da vida também são marcados com um registo, como por exemplo quando se oferece santinhos ou pagelas para lembrar o Batismo, a Profissão de Fé, a Primeira Comunhão ou outros eventos Religiosos. Sendo assim, os “Registos” podem ser considerados como Memórias.

A devoção pelo santo protetor e para relembrar o dia festivo do mesmo os “Registos” assumem uma função evocativa de uma manifestação de fé. Adquirem assim, mais do que sendo objetivos decorativos, são objetos de oração dos fiéis. A designação de “Registo” engloba imagens religiosas gravados em madeira, cobre, ou pintados sobre pergaminho, tecido ou papel impresso. Os mais comuns são estampas impressas inseridas numa caixa-moldura cuidadosamente decorada com fios de seda, flores de papel ou tecido, mais simples ou mais elaborados com aplicações de material mais precioso.

Funcionando assim como símbolos de proteção, os Registos de Santos começaram a ser conhecidos em Portugal, sobretudo em meados do séculos XVIII. Independentemente das suas dimensões, inicialmente começaram a ser conhecidos por “bentinhos”, designação inicial que abrange saquinhos de pano, que se usavam ao pescoço por debaixo da camisa, contendo papéis com orações, relíquias , gravuras de santos  ou outros objetos de devoção. Com o incremento da atividade e do comércio de gravuras e estampas, a arte dos registos terá tido origem nos conventos das irmãs religiosas que emolduravam as tais estampas enriquecendo-as com adornos e tecidos raros que sobravam dos paramentos litúrgicos que fabricavam. A arte dos “Registos” tornou-se num símbolo de devoção que passou a decorar piedosamente os oratórios e a povoar as paredes das casas; e de proteção num sentido mais profundamente religioso, como por exemplo, mandado benzer e colocado junto a um doente no seu leito.

Na atualidade, os registos continuam a ter um cariz essencialmente devocional, mas possuem um caráter decorativo bastante marcado. Existem aqueles que procuram recriar os registos antigos  utilizando gravuras antigas ou imitação e tecidos nobres como brocados e outros, normalmente tecidos que se utilizam em paramenterias . E existem outros registos que procuram dar um ar mais contemporâneo, utilizando figuras impressas mais recentes e tecidos mais simples.”

Armindo Rodrigues

 

Temos em Coruche algumas artesãs no âmbito da produção de Registos Religiosos, contudo neste primeiro post faço somente referência a Emília Semedo.

  

“Emília da Conceição Ambrósio Semedo (Emília Semedo), nasceu em 1937, em Arraiolos.

Viveu até aos seis anos de idade em Arraiolos, depois no Peso, sendo que aos dezasseis anos veio para Coruche.

Com quatro anos de idade fez um pequeno saco (taleigo) tendo essa peça deixado a sua avó maravilhada.

Quando foi viver para o peso, as férias eram passadas em casa da avó em Arraiolos. A avó percebeu o seu talento para trabalhos manuais e colocou-a em casa de uma senhora onde aprendeu a bordar, desenvolvendo assim o gosto pelos bordados, que passam pelo ponto de Arraiolos, ponto-pé-de-flor, até ao ponto chileno.

Sentia as suas capacidades para trabalhos de mãos.

Executou peças (diversas) nomeadamente utilizando folha de estanho, até ao dia em que uma tia lhe ofereceu um oratório, o qual possuía alguns registos que necessitavam de recuperação.

Assim começou a sua paixão pela execução de registos, na medida em que decidiu recuperar os herdados.

Os seu registos têm como referência peças antigas, no entanto procura inovar, utilizando sempre materiais nobres, como por exemplo a serrrilha de ouro ou prata, sedas naturais e aplica a aprendizagem que fez nas férias passadas em Arraiolos, ou seja, muitos dos seus registos são bordados, tornando-se peças únicas e de coleção.

Toda a construção do registo é executada por si, o “esqueleto”, o enchimento, literalmente tudo.

A atividade na área de registo começou há cerca de vinte (20) anos em 1990, tendo produzido e recuperado imensos e forneceu alguns ensinamentos a duas coruchenses, Olga Paz e Lubélia Raposo.

Uma parte da produção faz parte do seu espólio, sendo que a outra é destinada à comercialização em Fátima e em Ponte de Sôr, quase sempre adquiridos por colecionadores e/ou entendidos nesta matéria.

Por obra do acaso, cruzou-se num antiquário em Lisboa, aquando da compra de imagens para execução de Registos, com um advogado de Santarém, Dr. Joaquim Martinho da Silva, o qual sem conhecer o seu trabalho lhe pediu para fazer um registo. Quando este lhe foi entregue, convidou-a a participar numa exposição, em Santarém.

Assim, pela primeira vez, no ano de 2000 (de 14 a 26 de Abril), em Santarém, algumas das suas peças puderam ser contempladas pelo público em geral.

Nunca sentiu necessidade de fazer grande divulgação das suas peças, porque sabe que aqueles que as adquirem sentem a alma que estas contêm.

Emília Semedo,  borda de forma exemplar, e conta com humor que num espaço, em Ponte de Sôr, onde comercializa os seus registos, reponde àqueles que a interrogam sobre a autoria das peças, que estas são executadas por freiras, ou seja, é entendimento que só alguém com muita tranquilidade e entrega consegue produzir com tanto rigor e qualidade, características normalmente atribuídas a religiosas.

Emília Semedo emociona-se quando fala de Nª Srª do Almortão de Idanha-a-Nova, foi convidada a bordar várias vezes, sendo que o desafio para além de bordar foi de o desenho, cujo mote era “flores do campo”. Aceite o convite,  desenhou e bordou de tal forma apaixonada que o Monsenhor fez questão de em público beijar as suas mãos por considerar o resultado do seu trabalho e a sua capacidade eximias, referindo “… as suas mãos são obra de Deus”.”

Fatela, Paulo – Mão com Alma, artes e ofícios tradicionais em Coruche, edição Associação da Charneca Ribatejana, 2014, pág. 17 e 18.

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 Titulo: "Santissima virgem (estampa rendilhada antiga - 1901)"

Material: damasco natural, bordado com seda, lantejoulas, fio de ouro, canutilho de ouro e galão dourado

Dimensão: alt. 0,35m x larg. 0,22m

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 Titulo: "Santo Ambrósio (estampa atribuida ao séc. XVII)"

Material: damasco de algodão, bordado com seda, lantejoulas, fio de ouro, canutilho de ouro e galão dourado

Dimensão: alt. 0,37m x larg. 0,22m

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 Titulo: "Santa Emília, virgem mártir (Estampa aguarelada atribuida ao séc. XVII) "

Material: Imagem circundada por flores em serrilha de patra sobre damasco natural, bordado com  lantejoulas, fio de ouro, canutilho de ouro e pedras, recupredas de uma peça antiga

Dimensão: alt. 0,37m x larg. 0,24m

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 Titulo: "Santa Ana e Nª Srª encimadas por anjos"

Material: damasco natural, bordado com seda, lantejoulas, fio de ouro, canutilho de ouro e galão dourado

Dimensão: alt. 0,26m x larg. 0,21m

 

Créditos fotográfico: Carlos M. Silva

 

Hoje o enfoque vai para Olga Paz, uma artesã que produz Registos Religiosos:

 

Olga Maria Alves da Silva Paz (Olga Paz), nasceu em 1928, em Coruche.

Foi costureira uma vida inteira.

Em 1986 decidiu aplicar alguns dos seu conhecimentos profissionais e formação prestada por Emília Semedo para produzir Registos. Pediram-lhe, pois, que recuperasse um Registo, desafio que aceitou sobretudo pela minúcia que este tipo de peças exige e porque têm caris religioso.

Após a morte de um dos seus filhos a fé passou a ser ainda mais forte, uma forma de superar a dor.

Quase que materializou a fé nos Registos, e já são imensos os produzidos, sendo que o destaque vai para os bordados à mão e para as aplicações com recortes em papel (flores, pássaros, etc).

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 Titulo: "Crucefixo"

Material: Veludo verde, flores de papel e pérolas, galões

Dimensão: alt. 0,30m x larg. 0,23m

 

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  Titulo: "Cristo"

Material: tecido de gorgorão liso, bordado com fio dourado e missangas, galões dourados e cordão

Dimensão: alt. 0,20m x larg. 0,23m

 

Créditos fotográfico: Carlos M. Silva

 

MÃOS NA MÚSICA

ACORDEÃO, CONCERTINA E SEUS PROTAGONISTAS

 

O objetivo deste post é dar destaque a instrumentos populares e seus protagonistas, os quais têm perdurado em contexto  mais  popular, por via dos ranchos folclóricos,  por exemplo, mas também,  com interpretações  solistas.

Os instrumentos visados, neste primeiro momento são o acordeão e a concertina.

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Foto: Arquivo Câmara Municipal de Coruche, edição de Helena Diogo Claro

  Acordeão

O acordeão possui palhetas, fixadas em pequenos suportes de madeira chamados de castelos. O som do acordeão é criado quando o ar que está no fole passa por pequenos tubos nos castelos que o direcionam até as palhetas, com a pressão do ar as palhetas vibram gerando o som. Quanto maior o tamanho da palheta, mais grave o som produzido. Quanto mais forte o ar é forçado para as palhetas, mais intenso é o som. O movimento do fole é controlado com o braço esquerdo. A maioria dos acordeões tem quatro vozes, que são diferentes oitavas para uma mesma tecla ou botão.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Acorde%C3%A3o

Concertina

A concertina é a designação pelo qual é conhecido o acordeão diatónico. É um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão, com dois teclados dispostos de maneira a favorecer a formação de acordes pelo executante.

A concertina é um instrumento no qual, ao ser aberto o fole pressionando um botão, obtém-se uma nota musical e, ao carregar no mesmo botão mas a fechar o fole, temos outra nota.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Concertina

 

Coruche tem o número considerável de executantes dos instrumentos visados neste post, sendo que em termos mediáticos, destacaria aqui Tiago Pirralho e Luísa Martins.

Transcrevo  uma entrevista de Tiago Pirralho ao jornal  Mirante.

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 Foto: Fonte Web

 

“Tiago Pirralho, campeão nacional de acordeão no escalão sénior, superou os melhores acordeonistas de Espanha e Portugal e conquistou dois títulos de campeão ibérico de acordeão nas categorias de concerto e varieté. A consagração do jovem de Valverde, Coruche, chegou no dia 22 de Julho em Amarante. O “campeão”, como lhe chamam os amigos e vizinhos, não quer ficar por aqui. Trabalha diariamente com o objetivo de ser o melhor do Mundo. “É um sonho que alimento e hei-de lá chegar”, explica ao O MIRANTE, minutos antes de partir para mais uma jornada de trabalho na fábrica de transformação de beterraba sacarina de Coruche. O campeão ibérico e penta campeão nacional, trabalha por turnos no controlo das descargas da DAI e estuda à noite para concluir o 12º ano e tentar entrar na Faculdade. Um curso na área da música é o desejo de Tiago Pirralho, aluno do Instituto Vitorino Matono em Lisboa, onde já alcançou o 5º grau que o habilita a dar aulas de música. E é o que faz com um grupo de quatro crianças que tentam aprender com o “campeão”, a arte de encantar com o acordeão. “Tenho aqui alunos com boas condições, mas têm de trabalhar muito”, alerta. Trabalho é uma palavra frequente no vocabulário simples do rapaz que nasceu numa família de comerciantes e acordeonistas. Tiago seguiu a tradição dos “Pirralho”. O avô Manuel Francisco foi acordeonista do rancho, os pais José Manuel e Maria Quitéria tocam em festas, casamentos e batizados e a irmã, Inês Sofia, também toca acordeão, apesar de ter apenas oito anos. Enquanto decorre a entrevista, na esplanada da vivenda junto aos armazéns Valverde, a irmã projeta os sons de uma melodia popular. Acordeões não faltam na casa. Só Tiago Pirralho tem quatro, avaliados em mais de 35 mil euros. Os dois mais utilizados são um Pigini Serious para concerto (música erudita) que custou 12.500 euros e um Beltuna Varieté, para música mais popular, avaliado em 7.500 euros.“Fizemos um grande investimento na minha carreira”, explica. A juntar aos instrumentos há o pagamento das propinas na escola, as deslocações para Lisboa e Alcobaça, onde prepara os concursos com o mestre Aníbal Freire ( bi campeão mundial).Tiago fala do professor como um ídolo e uma referência. Orgulha-se de ter sido convidado para ser o solista da Orquestra Típica e Coral de Alcobaça dirigida por Aníbal Freire. No palmarés do acordeonista de Valverde estão várias atuações em Portugal e no estrangeiro. O jovem tem sido um embaixador do município de Coruche com participações em festivais e programas de rádio e televisão. A autarquia elegeu-o como um dos seus filhos prodígio e já lhe fez uma homenagem pública. Tiago Pirralho garante que o sucesso não lhe sobe à cabeça e, com humildade, trabalha para chegar ainda mais longe. “Se tudo correr bem”, em Outubro, vai tentar o título mundial na Sérvia. Sem pressões, porque os adversários são os melhores do mundo e merecem respeito. “Os russos e os sérvios são barras”, explica. Tiago dedica várias horas por dia ao acordeão. Para além das aulas em Lisboa e Alcobaça ainda tem os ensaios da orquestra e os concertos. À sexta-feira regressa de Alcobaça às 02h00 da manhã e levanta-se às 06h00 para passar o sábado no Instituto Vitorino Matono a preparar-se para os grandes desafios. “Temos que lutar pelo que queremos”, diz com o sorriso de um campeão humilde.

In: Jornal  Mirante 2006

 

A Luísa Martins, natural do Rebocho – Coruche, tem 12 anos e encheu o  palco de um programa de televisão, com o seu enorme talento a tocar acordeão.

A inspiração da pequena Luísa é a avó que trata dela e que a fez apaixonar-se pelo acordeão.

Ela tem um sonho: “eu gostava de ir um dia tocar fora do país, em Paris ou assim…”

O seu professor de acordeão é Tiago Pirralho.

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 Foto: Arquivo Câmara Municipal de Coruche, edição de Helena Diogo Claro

 

 

Um dos acordeonistas de Coruche, Fábio Leiria,  teve a gentileza de me fornecer uma relação de instrumentistas que estão em atividade.

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Foto: Arquivo Câmara Municipal de Coruche, edição de Helena Diogo Claro

 Assim:

Albino Leiria

Acordeão /  Concertina

Couço

António Antunes

Acordeão

Lamarosa

António Manuel

Acordeão

Coruche

Domingos Mendes

Acordeão

Fajarda

Fábio Leiria

Acordeão / Concertina

Couço

Hélio Alves

Acordeão

Lamarosa

Jerónimo  Neves Batista

Acordeão

Lamarosa

Joaquim Inácio

Acordeão

Couço

Joaquim Leiria

Acordeão / Concertina

Couço

José Manuel Henriques

Acordeão

Coruche

Luís Velez

Acordeão

Santa Justa

Luísa Martins

Acordeão

Rebocho

Manuel Pirralho

Acordeão

Coruche

Miguel Mendes

Acordeão

Fajarda

Nélio Gonçalves

Acordeão

Lamarosa

Paulo Cardeta

Acordeão

Malhada Alta

Paulo Justina

Acordeão

Lamarosa

Pedro Leiria

Acordeão / Concertina

Couço

Rodrigo Leiria

   Acordeão / Concertina

Couço

Ruben Loureiro

Acordeão

Coruche

Sérgio Balcão

Acordeão

Coruche

Télita Pirralho

Acordeão

Coruche

Tiago Pirralho

Acordeão

Coruche

Valentim Justina

Acordeão

Lamarosa

Valter Loureiro

Acordeão

Coruche

 

 

 

REPRESENTAÇÕES PICTÓRICAS DE CORUCHE E OS SEUS PROTAGONISTAS

Hortense Gonçalves

“Sem possuir alicerces artísticos, noções de pintura ou desenho, deu ao primeiros passos na pintura de forma autodidata, sendo a sua perseverança e até obsessão pelo preenchimento do vazio o motivo que a levou a concretizar este antigo desejo.

Procura, com os conhecimentos adquiridos no atelier do mestre Artur Ventura, obter um estilo próprio, mais solto, desprendido e liberto, que lhe permita explorar novas técnicas criativas.

Participou em várias exposições: coletiva na Junta de Freguesia de Carnide, coletiva na casa do Artista, Lisboa (2006); individual Sentir Coruche no museu municipal de Coruche (2007); coletiva Telas, Tintas e às vezes, no Museu da Tapeçaria, Portalegre(2008); coletiva “Liberdade”, Coruche (2009), Bienal de Artes Plásticas / Percursos com Arte, Coruche (2013)."

In: Brochura Bienal de Artes Plásticas / Percursos com Arte, 2013.

Em baixo temos uma pequeníssima mostra de três telas, as duas primeiras do casario do centro histórico da vila de Coruche e a última da Ermida de Nª Srª do Castelo, trata-se de pintura a óleo s/ tela. 

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 Créditos fotográficos: Luis Simões e Paulo Fatela

 

Revisão: Ana Paiva

PATRIMÓNIO EDIFICADO

No âmbito do desafio lançado a amigos fotógrafos relativamente a registo do imóvel propriedade do arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, eis que chegaram algumas fotos.

13493530_1243941065618431_1244550949_o.jpgCréditos fotográficos: Fernando Marques

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Casa Arquiteto1 (Cópia).JPGCréditos fotográficos: José Cordeiro 

 

 

MADEIRAS - MARCENARIA, CARPINTARIA, RESTAURO

MARCENEIROS

13100719_1157894160888310_4470115101206641760_n.jpCréditos fotográficos: José Cordeiro

 

Esquisso biográfico

 

Guilherme Manaia nasceu em 1914, em Coruche.

Muito novo, com onze anos de idade, iniciou a sua atividade profissional como aprendiz de carpinteiro, com o pai, que já era profissional de carpintaria.

Sempre desejou fazer móveis. Quando casou comprou madeira exótica (Andibora), a mais económica, pediu ao melhor profissional do concelho de Coruche e seu amigo, José Luís Pereira, que lhe facultasse alguns ensinamentos. Desta forma começou a realizar o seu sonho. Instalou-se num barracão cedido pelo sr. João Lopes de Carvalho e começou a copiar móveis que reparava; era , pois necessário trabalhar muitas horas diárias.

Ganhou experiência e empiricamente desenvolveu a sua atividade de marceneiro e entalhador.

Algumas peças (móveis) foram executadas propositadamente para os netos, as quais deixou como herança.

Em 1997 a convite do CEARTE deu formação em Coruche, na área de execução de algumas peças de mobiliário tradicional, empalhamentos em “palhinha inglesa”, restauro pintura de móveis. O empenho de Guilherme Manais deu frutos, algumas pessoas que frequentaram a formação optaram por desenvolver atividade nessa área.

 

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Designação: Meia cómoda

Material: Raiz de mogno

Dimensão: comp. 0,86m x alt. 0,86m x larg. 0,45m

Créditos fotográficos: Carlos M. Silva

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 Designação: Mesa de jogo

Material: Pau santo com embutidos em pau cetim e rosa

Dimensão: comp. 0,86m x alt. 0,77m x larg. 0,88m

Créditos fotográficos: Carlos M. Silva

 

Fatela, Paulo – Mão com Alma, artes e ofícios tradicionais em Coruche, edição Associação da Charneca Ribatejana, 2014, pág. 19, 160, 161.

 

 

 

 

PAPEL – FIGURADO, FLORES DE PAPEL, ENCADERNAÇÃO

As festas em honra de Nª Srª do Castelo - Padroeira de Coruche estão muito próximas, a minha memória leva-me para os anos 70, período em que o figurado de Alberto Potier era exposto nas montras do comércio na vila de Coruche.

Há cerca de cinco anos algumas das peças foram restauradas, no âmbito do meu livro Mãos com Alma,  fazem parte do acervo do museu municipal de Coruche, contudo, estão encaixotadas. Assumo que gosto imenso das peças referidas neste post, pela sua plasticidade, escala, detalhe...

 

 Esquisso biográfico

Alberto George Potier nasceu no século XIX, 1880, em Santa Catarina, Lisboa, filho de Augusto Potier e de Elizabeth George; teve três casamentos e dez filhos, seis do primeiro matrimónio e quatro da terceira relação.

Alberto Potier foi engenheiro Civil,  viveu alguns anos em Bragança / Mirandela, tendo exercido funções na CUF e Junta Autonoma das Estrada e sido, também, proprietário de uma fábrica de brinquedos em pasta de papel, em Lisboa.

O seu vínculo a Coruche deve-se ao primeiro casamento com Cristina Júlia de Menezes Alarcão. Por impulso iniciou a produção de miniaturas em pasta de papel, figuras (imitação do real) relacionadas com a atividade agrícola de Coruche (campinos, toiros, trabalhadores rurais em atividade).

Algumas peças produzidas por Alberto Potier, estiveram integradas na exposição do Museu do Brinquedo, Sintra, encerrado há relativamente pouco tempo, e também têm sido objeto de investigação por parte do prof. Manuel Miranda. 

Fontes:

Fatela, Paulo – Mão com Alma, artes e ofícios tradicionais em Coruche, edição Associação da Charneca Ribatejana, 2014, pág. 10, 146, 147.

Informações prestadas pelo sr. José Manuel de Sousa Potier, neto de Alberto George Potier (comentário do presente post)

 

 

DSC_0312.jpgTitulo: "Um lavrador"

Material: Pasta de papel

Dimensões: alt. 0.21m x comp. 0.20m x larg. 0.07m

Créditos fotográficos: João Costa Pereira

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Titulo: "Moda polquiada"

Material: Pasta de papel

Dimensões: alt. 0.14m, diâmetro: 0.34m

Créditos fotográficos: João Costa Pereira

 

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Titulo: "Eia toiro lindo!!! - 1954"

Material: Pasta de papel

Dimensões: alt. 0.16m x comp. 1.02m x larg. 0.17m

Créditos fotográficos: João Costa PereiraDSC_0304.jpg

Titulo: " A volta do casamento" - 1958

Material: Pasta de papel

Dimensões: alt. 0.20m x comp. 0.40m x larg. 0.16m

Créditos fotográficos: João Costa Pereira