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coruche à mão

preservar memória / criar valor

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GASTRONOMIA

TOURO BRAVO

O uro ou auroque foi um animal que viveu no período do Neolítico, em quase toda a Europa, e que alguns sustentam deu origem ao TOURO, outros consideram que é descendente do touro africano, introduzido pelos  Cartagineses, cruzados na península com o dos Celtas

Existem vários tipos de touros, nomeadamente os domésticos, que vivem em estábulos ou são criados em pastagens e se destinam para o trabalho e alimentação humana, e os selvagens ou de lide, que vivem nos campos e lezírias.

O touro de lide, que se conserva na península Ibérica, distingue-se pela bravura da sua investida.

Fonte: Lexioteca – Moderna Enciclopédia Universal, edição Círculo de Leitores, pág. 275.

 

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Créditos fotográficos por João Dinis

 

Perde-se no tempo a relação da tauromaquia com o concelho de Coruche.

Coruche é dos poucos concelhos no país, se não o único, onde podemos encontrar todos os elementos ligados à tauromaquia.

Existiram e existem várias ganadarias, nomeadamente de António Silva, Vale Sorraia, David Ribeiro Telles, Lopes Branco, Herdeiros de Alberto Cunhal Patrício e outras.

Entre cavaleiros, forcados, matadores e bandarilheiros encontram-se figuras reconhecidas no panorama taurino, algumas já retiradas, como David Ribeiro Telles, José Simões ou os irmãos Badajoz.

Coruche foi um concelho de mão cheia no que respeita a figuras taurinas em todas as categorias profissionais, incluindo as de retaguarda, como o ferrador, o embolador, o correeiro, o alfaiate, o condutor do camião dos cavalos, o cocheiro, o moço de espadas.

A Praça de Touros de Coruche há décadas que é palco das designadas corridas de toiros, sobretudo nas tradicionais festas em honra de Nossa Senhora do Castelo.

 

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Foto arquivo Câmara Municipal de Coruche 

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 Arquivo -  Museu Municipal de Coruche

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FCB 1972.08.16 Coruche (65).jpg Arquivo Fotográfico Museu Municipal de Coruche

Fotografias de Carlos Brito

Corrida em Coruche, 1972.08.16

Cavaleiro: David Ribeiro Telles

Matador: José Simões

Forcados: Amadores de Coruche

 

TOURADA

A tourada é um espetáculo em que o artista, a pé ou a cavalo, executa a lide de touro bravo até lhe dar a morte (real ou simulada). Na Península Ibérica, como mostram as pinturas rupestres, já lidavam touros muitos séculos antes de Cristo. Praticada a tourada a cavalo durante toda a Idade Média, sobretudo como preparação da guerra, só a partir de 1726 começou a ser praticado o toureio a pé. Em Portugal a tourada praticou-se desde sempre, como provam as referências no livro Ensinamentos de bem cavalgar toda a sela, de D. Duarte.

Fonte: Lexioteca – Moderna Enciclopédia Universal, edição Círculo de Leitores, pág. 274

 

O paradigma está a mudar, hoje há grupos de defesa dos animais que contestam as tradicionais corridas de touros, já não se verifica tanta regularidade na realização da festa brava.

Desde 2003 os corredores da praça de touros de Coruche passaram a ser palco do evento gastronómica “Sabores do Touro Bravo”, organizado pela Câmara Municipal.

 

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São vários os restaurantes do concelho que povoam a praça de toiros, entre eles O Farnel, que partilhou no Coruche à mão uma receita de touro bravo. Obrigado Carlos Peseiro.

  

FICHA TÉCNICA

 Naquinhos de vitela brava com carqueja

(4 pessoas)

 Ingredientes:

  • 800g de rojões de vitela brava
  • Sal, pimenta, colorau q.b.
  • 8 dentes de alho picados
  • 2,5 cl de vinho branco e tinto (misturados)
  • 4 cl de azeite
  • Ramo de carqueja
  • 4 folhas de louro
  • 100g de banha
  • 4 cebolas picadas
  • 400g de batata roleira
  • 1 molho de grelos

PREPARAÇÃO:

Temperam-se os rojões com sal, alho picado, louro, um pouco de pimenta e azeite o suficiente para ligar os ingredientes à carne. Deixe este preparado de um dia para o outro.

Num tacho coloca-se um pouco de azeite, banha e o preparado anterior; deixam-se corar os rojões. De seguida coloca-se a cebola picada, deixa-se corar novamente, tapa-se com a mistura dos vinhos e junta-se o ramo da carqueja. Tapa-se o tacho e deixa-se cozinhar até a carne ficar tenra.

Acompanhamentos:

Batata roleira temperada com sal, alho picado, colorau e azeite assada no forno, e grelos salteados.

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 Créditos fotográficos por Carlos Peseiro

 

Outra receita:

 

Naco de touro bravo

A carne de touro bravo tempera-se de véspera com sal, alho, cravinho, noz-moscada e louro. Deixa-se dentro de um recipiente em  vinho tinto.

Num tacho coloca-se azeite, margarina e cebola picada. Deixa-se refogar um pouco e depois insere-se o naco de touro bravo e cobre-se com vinho. Coze durante duas horas.

Serve-se com batatas, ervilhas e cenouras cozidas.

 

No contexto do evento Sabores do Touro Bravo desenvolvi uma coleção e peças úteis e decorativas (pintura – acrílico s/ madeira, cerâmica e têxtil), as quais foram apresentadas em 2007. Foi produzido um catálogo com fotografia de Carlos Silva. Aconteceram várias exposições/vendas, mas o tempo encarregou-se de diluir a vontade de persistir contra uma corrente não identitária.

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  Créditos fotográficos por Carlos M. Silva

 

Revisão: Ana Paiva

PATRIMÓNIO EDIFICADO

Clarisse Henriques veio a este forum partilhar registo fotográfico, o seu olhar, as suas memórias,  no âmbito do desafio "Sinalizar em Coruche, através de registo fotográfico, elementos arquitetónicos cuja execução surgiu através da mão…"

Diz-nos:

"Depois de muito protelar chegou o momento de ir ao desafio! Para iniciar voltei às minhas origens, fui fotografar a casa dos meus avós no lugar do Feixe Freguesia da Erra Concelho de Coruche. Não está a ser fácil, mostrar cada detalhe cada imagem que ali fiz, porque  foi o recordar o tempo em que ali vivi, do que ali brinquei e do que ali fui feliz! Uma saudade imensa, pior que quando entro nas ruínas e me deparo com pertences que tanto vincaram a minha meninice! Amo este lugar e acima de tudo a saudade dos meus avós os quais tanta referencias eu tenho! Onde quer que estejam continuam no meu coração!"

Obrigado Clarisse

 

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 Créditos fotográficos por Clarisse Henriques

PATRIMÓNIO EDIFICADO

No âmbito do desafio colocado no 1º post sobre património edificado, "Sinalizar em Coruche, através de registo fotográfico, elementos arquitetónicos cuja execução surgiu através da mão…" chegaram mais fotografias que registam a passagem do tempo nas edificações e seus detalhes, no caso implantadas em pleno centro histórico de vila de Coruche. 

Hoje publico, mais uma vez,  o olhar do fotografo Hélder Roque (2ª série de fotografias). Obrigado e abraço

São revestimentos em azulejo de casas "senhoriais" :

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Créditos fotográficos por Hélder Roque

 

 

FIOS - LINHO, ALGODÃO, LÃ E OUTROS

O cobertor de papa

 

O cobertor de papa era utilizado nos anos 20/40 pelos trabalhadores rurais para proteção do frio e da Chuva.

 

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Desenho de José Luiz Pereira

 

O cobertor de papa constitui o produto final de um longo processo, que carrega um entrelaçar de memórias, sejam elas as dos homens que os produziram, sejam as daqueles que, ao longo do tempo, os consumiram.

Feito em tear manual, o cobertor de papa serrana, habitualmente usado por pastores, é feito com lã churra de ovelha, uma lã mais grossa e comprida do que o habitual.

Também é conhecido por cobertor de pelo, manta lobeira, amarela e espanhola, podendo ser produzido numa só cor (branco, verde, vermelho, etc.), com a cor “barrenta” (branco e castanho), bordado a azul, verde e vermelho (destinado ao Minho e ao Norte do País) ou fabricado com tiras coloridas de castanho, amarelo, verde e  vermelho (típico da zona do Ribatejo).

Tosquiada a ovelha, a lã é levada para o “lavadouro” para ser lavada. Para que se possa tecer é preciso urdir a teia. Nesta operação utiliza-se o fio chamado barbim, que é montado no casal e depois na urdideira, em comprimento e número de fios necessários para tecer as pisas. A pessoa que urde marca na teia, a carvão, a medida dos cobertores. Urdida a teia, já designada de meias, é tirada e enrolada no órgão do tear manual. A nova teia é atada nos fios que sobram da teia anterior, passando os nós pelas liçeiras e pente.Tradicionalmente são os homens que tecem, ocupando-se as mulheres de encher as canelas e ajudar com a urdidura. Depois de tecida é cortada e levada para o pisão. A pisa é metida em água e batida pelos maços até ficar encorpada, mais forte e espessa. A meio da operação tira-se a pisa fora para se esticar e coloca-se, depois, novamente dentro do pisão. Terminado este trabalho passa-se para a percha para fazer o pelo. Quando o pelo está pronto,molha-se, vira-se a pisa e cortam-se os cobertores. Devido ao aperto e água os cobertores precisam enxugar e ser esticados. Este processo realiza-se ao ar livre, na râmbola. A râmbola é uma armação em ferro com picos nas extremidades, onde são presos os cobertores até secarem.

 

Fontes: http://www.eaomacainhas.com/index.html, 2015.05.10. http://aervilhacorderosa.com/2010/10/cobertores-de-papa/, 2015.07.07. http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1070519, 2015.07.07.Reis, Maria do Céu Baía Oliveira - “Notas sobre o cobertor de papa de Maçainhas”, O Fio da Memória, 12, Guarda: Câmara Municipal, 2003.

 

Em 1901 Sebastião Henriques Simões estabeleceu-se em Coruche com os Armazéns Primavera, uma das maiores casas comerciais do Ribatejo. Tinha indústria de moagem e descasque de arroz, armazéns de mercearia e estabelecimentos de venda ao público. Os Armazéns Primavera exploravam os negócios de mercearias, adubos, combustíveis, petróleo, seguros, tabacos. Na loja havia secções de calçado, chapelaria, camisaria, louças, tecidos (sedas, algodões, lanifícios, malhas interiores e exteriores, mantas lobeiras e outras), alfaias agrícolas, móveis de ferro, esmaltes, colchões, torrefação de café [fonte: Heraldo Bento]

In, Brochura – Espaço Malhas – Bienal de Artes Plásticas - Envolvências Locais – 2015 - Paulo Fatela e Ana Paiva 

 

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 Foto arquivo CMC / Armazéns Primavera

 

Várias foram as casas comerciais em Coruche que venderam as mantas/cobertores de papa,  atualmente apenas em centros turísticos, nomeadamente nas lojas “A vida portuguesa” em Lisboa e Porto é possível encontrar estas peças. As mantas/cobertores de papa são ainda produzidas em Maçainhas pelo único tecelão dessa aldeia no distrito da Guarda. É muito interessante a filosofia subjacente ao negócio da empresa “A vida portuguesa” na perspetiva dar continuidade ao produto.

 

 

LOGOTIPO

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 Versão fundo branco

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Versão fundo preto

 

O meu blog - Coruche à mão já tem logotipo, foi produzido pela minha amiga Helena Diogo Claro, mestre em design de comunicação.

 

 

 

 

 

 

 

 

INOVAÇÃO

Neste posts está em evidência a Coruchense - Ana Maria Marques, mais um exemplo de que é possível preservar memória, sendo criativo!

 

Ana Maria Marques, empresária individual na área das artes visuais, executa molduras por medida, pintura de peças de mobiliário tradicional, pintura de arte sacra, criando também peças personalizadas para batizados, comunhões, casamentos e aniversários. Gere igualmente uma vertente de formação (escola/atelier) na área da pintura.

Possui o curso de restauro de mobiliário do CEARTE – Centro de Formação Profissional de Artesanato, onde adquiriu competências no restauro de mobiliário com aprendizagem de técnicas básicas de marcenaria, execução de réplicas de mobiliário e pintura tradicional e técnicas de talha e douragem.

Participou em exposições como o concurso de Pintura da Escola Prática de Cavalaria de Santarém (em 2009), exposição coletiva de alunos do atelier de Pintura Compasso d´Arte, exposições CORART - Coruche, Bienal de Artes Plásticas – Envolvências Locais (em 2013) - Coruche e III Coletiva Criativa e Artística DIM – Dia Internacional da Mulher (em 2016).

 

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Silhuetas  iconografias com pintura associada a padrões texteis e de mobiliário, tradicionais

Acrílico s/ papel

 

 

 

PATRIMÓNIO EDIFICADO

No âmbito do desafio colocado no 1º post sobre património edificado, "Sinalizar em Coruche, através de registo fotográfico, elementos arquitetónicos cuja execução surgiu através da mão…" tenho mais uma colaboração, Ernesto Santos, fotografo amador, que publica com alguma regularidade numa página de faceboock "Coruche por uma Lente". Ernesto, registou a ponte da coroa. Obrigado 

A ponte da coroa foi construida em 1828 com as sisas reais, circunstância a que se associa o nome. Possui uma lápide que ostenta o escudo, a coroa e o dístico latino empregue nas obras de utilidade pública. Foi classificada, em 1993,  como “Monumento de interesse público”. Permite, ainda hoje, a passagem sobre uma das zonas mais perigosas do rio: o Pego das Armas.

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12938096_669607969844763_1863601423796643504_n (1) Créditos fotográficos: Ernesto Santos

Ponte da Coroa.jpg Localização: Ponte da coroa

 

 

FIBRAS VEGETAIS - CESTARIA, EMPALHAMENTOS

Fibras vegetais

Salgueiro, chorão, sinceiro e vimeiro são os nomes comuns das plantas do género Salix, da família Salicaceae, que existem geralmente em solos húmidos.

As margens do nosso rio Sorraia são lugar de predominância destas espécies. A "verga"  que provem do salgueiro é uma das matérias-primas dos cesteiros.

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 Salgueiro / rio Sorraia - jusante da ponte da escusa - Créditos fotogáficos - Paulo Fatela

 

O rio Sorraia

O Sorraia é um rio que nasce na freguesia do Couço, concelho de Coruche, e resulta da junção de duas ribeiras, a ribeira de Sor e a ribeira do Raia. É um afluente do Tejo e recebe várias ribeiras ao longo do seu curso, nomeadamente as ribeiras de Erra e Divor.

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Foto - arquivo Câmara Municipal de Coruche

Ao longo dos tempos o rio Sorraia teve um papel vital para a região e, segundo registos históricos, já romanos e árabes aqui se fixaram, usufruindo dele no campo agrícola e como meio de comunicação, para exportar os produtos cultivados no vale do Sorraia, onde desenvolveram engenhosos sistemas de irrigação que chegaram aos nossos dias. Foi navegável, tendo tido expressão o tráfego fluvial de escoamento de produtos agrícolas e florestais, nomeadamente cortiça, madeiras e cereais. Era, também, no rio Sorraia que nos anos 20/60 as mulheres lavavam a roupa do seu quotidiano, desenvolvendo algumas essa atividade como profissão. 

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 Foto - arquivo Câmara Municipal de Coruche

 

O rio deixou há já algumas décadas de ser um local onde se lava a “roupa suja”, contudo ainda é corrente a roupa ser colocada a enxugar na frente das moradias.

 

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 Créditos fotográficos - Fernando Marques

 

Na segunda metade do século XX foi posto em ação o Plano de Irrigação do Vale do Sorraia, através da construção das barragens de Montargil e Maranhão, juntamente com o Canal do Sorraia. Visou um melhor aproveitamento dos recursos hídricos, para potenciar o rendimento agrícola da região, propósito que foi alcançado.

 

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  Foto - arquivo Câmara Municipal de Coruche

Existem várias espécies piscícolas, nomeadamente bogas, carpas, barbos e bordalos, tendo-se desenvolvido em toda a zona a pesca artesanal de rio. O rio Sorraia tornou-se num local privilegiado para a prática da pesca desportiva. Sendo considerado um dos melhores pesqueiros nacionais, realizaram-se  diversos campeonatos do mundo de pesca desportiva. Para além da pesca desportiva é utilizado na prática de outros desportos, nomeadamente canoagem e natação.

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 Créditos fotográficos - João Dinis

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  Fotos - arquivo Câmara Municipal de Coruche

  

Fontes: BENTO, Heraldo - O Sorraia e Coruche, Câmara Municipal de Coruche, 2002; Museu Municicipal de Coruche - Vagas Leves - Rostos do Rio, catálogo - 2003;   https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Sorraia ; https://pt.wikipedia.org/wiki/Vime

 

Heraldo Bento é o autor do livro “ O Sorraia e Coruche”, onde reporta a sua vivência e conhecimento empírico do rio, também o Museu Municipal de Coruche,  em 2003, proporcionou uma exposição  com o tema “Vagas Leves – Rostos do Rio” e publicou  o respetivo catálogo.

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 Créditos fotogáficos - Paulo Fatela

 

Vime (latim: Vimen)

Vime é um material utilizado desde tempos primitivos, originalmente oriundo de varas moles e flexíveis do vimeiro e que passou a designar qualquer matéria-prima de origem vegetal com tais características e que, trançado, possui diversos usos, principalmente na produção de cestos e móveis.

Fonte:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Vime

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 Créditos fotogáficos - Paulo Fatela

 

Os últimos cesteiros de Coruche

Já são poucos os cesteiros em Coruche. Estão referenciados no livro “Mãos com Alma: artes e ofícios em Coruche”. São três os artesãos que ainda estão no ativo:

 

António Lourenço da Silva (António Lourenço) nasceu no ano de 1950, natural de Montargil, instalou-se em Coruche desde 1974.

O jeito para trabalhar a madeira e fibras naturais vem de família. Começou por brincadeira a fazer bancos, cadeiras e outros objetos para o lar. As primeiras peças de mobiliário foram expostas no antigo café Coruja, CORART – 1.º Salão de Artesanato da Freguesia de Coruche. Em 2002, por desafio de Paulo Fatela, integrou um grupo de pessoas interessadas em artesanato, tendo assim sido um dos membros fundadores da CORART- Associação de Artesanato de Coruche. Ao longo do seu percurso tem participado em várias feiras de âmbito nacional. Desde 1974 que faz do artesanato a sua atividade principal, habilitando-o para tal a Carta Nacional para a Promoção dos Ofícios e das Microempresas de Artesanato, emitida em 24/03/2007. António Lourenço é cesteiro, empalhador e marceneiro.”

 

Cícero António Luís (Cícero Luís) nasceu em 1932, no Monte do Pinheiro – Couço. Fez a 4.ª classe em Coruche, naquele que seria um período de intensas dificuldades, em virtude da segunda guerra mundial.

Após o exame da 4.ª classe foi guardar vacas, atividade que teve durante três anos; depois passou a trabalhar para uma casa agrícola (família Mexia).

Foi na casa agrícola, em 1946, que teve contacto com a cestaria, pois via os colegas fazerem vários tipos de cestos, peças úteis para a atividade agrícola.

Passou a colher a verga e a executar todos os processos até ficar em boas condições de moldagem. Houve um interregno, de alguns anos, no percurso de cesteiro; fez a tropa e desenvolveu outras atividades profissionais (motorista, barbeiro…), ao mesmo tempo que adquiriu o gosto por outras coisas, nomeadamente canções – de cantar e de colecionar letras; por isso reúne canções desde 1940.

Em 1998, após a reforma, retomou a atividade de cestaria, fazendo variadíssimos cestos para diversas utilizações.”

 

Joaquim Garcia nasceu em 1955, no concelho de Almeirim. Iniciou a sua atividade de cesteiro aos onze anos, tendo frequentado para o efeito uma escola de artesanato em Coina. Durante muito tempo executou cestos que eram comprados para revenda. Com o decorrer do tempo a realidade foi alterada e a concorrência da indústria chinesa modificou significativamente a situação.

Em 1988 instalou-se em Santa Justa, na freguesia do Couço. Não obstante as adversidades, como seja a falta de apoios, continua na cestaria, mantendo a tradição familiar ao mesmo tempo que a recolha da matéria prima lhe permite um agradável e já necessário contacto com a natureza.”

In Fatela, Paulo – Mãos com Alma: artes e ofício tradicionais em Coruche, edição Associação para a Promoção Rural da Charneca Ribatejana, 2014, págs. 13, 15 e 22.

 

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  Créditos fotogáficos - Hélder Roque

 

Nota: Em breve um passo a passo de produção de cestos e imagens sobre a diversidade destes, bem como a sua função na atualidade.

 

Revisão: Ana Paiva

PATRIMÓNIO EDIFICADO

No âmbito do desafio colocado no 1º post sobre património edificado, "Sinalizar em Coruche, através de registo fotográfico, elementos arquitetónicos cuja execução surgiu através da mão…" chegaram mais fotografias,  algumas relativas a locais de culto religioso (Ermida de Nª Srª do Castelo e igreja matriz), outras associadas à industria de Coruche, anos 20 (antiga fábrica de esmalte e moagem) e o aqueduto do Monte da Barca, peça medieval com 1000 metros de comprimento e arcos com a envergadura máxima de 3,40m e uma altura que chega a atingir os 4 metros.

Hoje publico o olhar dos fotografos José Cordeiro e Francisco Potier Dias. Obrigado e abraço a ambos 

 

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 Aqueduto - Monte da Barca - Coruche / Créditos Fotogáficos - José Cordeiro

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Antiga fábrica de esmalte - Coruche / Créditos Fotogáficos - José Cordeiro

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 Antiga moagem - Coruche / Créditos Fotogáficos - José Cordeiro

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 Ermida de Nossa Senhora do Castelo - Coruche / Créditos Fotogáficos - Francisco Dias Potier

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   Ermida de Nossa Senhora do Castelo - Coruche / Créditos Fotogáficos - Francisco Dias Potier

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 Igreja matriz - Coruche / Créditos Fotogáficos - Francisco Dias Potier

 

 

GASTRONOMIA

MEL

O mel é um alimento, geralmente encontrado em estado líquido viscoso e açucarado, que é produzido pelas abelhas a partir do néctar recolhido de flores e processado pelas enzimas digestivas desses insetos, sendo armazenado em favos nas suas colmeias para lhes servir de alimento.

O homem aprendeu a capturar enxames e instalá-los em "colmeias artificiais". Por meio do desenvolvimento e aprimoramento das técnicas de manejo,  conseguiu aumentar a produção de mel e extraí-lo sem danificar a colmeia. Com a "domesticação" das abelhas para a produção de mel, temos então o início da apicultura. Atualmente, além do mel, podemos obter diversos produtos como o pólen apícola, a geleia real, a apitoxina e a cera.

O mel é o único produto doce que contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à nossa saúde. Além do alto valor energético, possui conhecidas propriedades medicinais, sendo um alimento de reconhecida ação antibacteriana.

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Créditos fotográficos: Fernando Marques

 

Apicultura

A criação de abelhas com ferrão denomina-se por apicultura e é um ramo da zootecnia. A criação racional de abelhas para o lazer, ou fins comerciais, pode ter como objetivo a produção de mel, própolis, geleia real, pólen, cera..., ou mesmo fazer parte de um projeto de paisagismo; as abelhas são importantes polinizadoras.

A manutenção de um apiário exige visitas frequentes do apicultor para as tarefas de remoção de mato perto das colmeias, revisão das caixas e colheita, entre outros serviços...

Durante a revisão o apicultor verifica se há excedente de mel para colheita, se a rainha está a produzir crias, se não há formigas e/ou traças, se existe cera em quantidade suficiente. Os favos serão levantados para verificar estes itens.

Apiário

Apiário é um conjunto de colmeias utilizadas para criação de abelhas, normalmente para a colheita de mel ou a polinização de culturas agrícolas. Embora o mel seja o principal produto obtido, obtém-se também outros: a própolis, que é produzida pelas abelhas para vedar e defender a colmeia de contaminações; o veneno das abelhas, altamente valorizado pela sua aplicação terapêutica; o pólen; e a geleia real que é extraída das realeiras.

Os apicultores profissionais podem ter centenas de colmeias espalhadas em dezenas de apiários.

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mel; https://pt.wikipedia.org/wiki/Apicultura; https://pt.wikipedia.org/wiki/Api%C3%A1rio

 

Coruche teve e tem  vários apicultores, alguns com expressão, nomeadamente Antero Gomes, Jacinto Rodrigo, Edite Ferreira entre outros.

 

Notas biográficas de Antero Gomes e Jacinto Rodrigo:

 

Antero Gomes nasceu em 1941, em Coruche

Em 1970 comprou um livro sobre apicultura para oferecer ao seu pai, no dia do seu aniversário, no entanto antes de lhe oferecer o livro decidiu lê-lo.

Feita a descoberta da apicultura através do livro iniciou o seu hobby, uma vez que a sua atividade profissional era bancário. Demorou quatro ou cinco anos a pôr em prática a atividade de apicultor. No percurso de apicultor encontrou um colega sueco que lhe ofereceu uma revista com moldes em silicone para velas.

Assim adquiriu moldes e começou a produzir velas de diversas cores e formas com cera pura.

Participou em algumas feiras de artesanato em Coruche, mas sobretudo em Oeiras e Sintra, e colaborou com escolas, onde fazia a descrição do seu hobby e a demonstrarão de algumas das suas peças.”

 

Jacinto Santos Rodrigo nasceu em 1950, em Coruche.

O avô e o pai haviam sido apicultores, pelo que o seu contacto com essa atividade começou desde muito novo.

Há cerca de trinta anos rendeu-se à paixão e dedicou-se de corpo e alma à apicultura, inicialmente em cortiços que substituiu por caixas.

Jacinto Rodrigo chegou a ter 200 colmeias, sobretudo localizadas na  Herdade da Agolada, sendo que a produção tem sobretudo a ver com o clima e a florestação.

Em períodos de maior produção exportou para outros países da Europa.

Para além da revenda (mel em grandes quantidades), faz também venda direta, nomeadamente a particulares que confecionam os tradicionais bolos de mel e ao público em geral, e participa em diversas feiras. Como complemento, a sua mulher Maria Rosa produz velas com as mais diversas formas.”

in: Fatela, Paulo – Mãos com Alma: artes e ofícios tradicionais em Coruche, Associação para a Promoção Rural da Charneca Ribatejana, 2014,  págs. 11 e 21.

 

Na brochura “Comeres de Coruche”, publicada pela Associação para a Defesa do Património Cultural de Coruche, encontrei duas receitas com o ingrediente “MEL”, uma de bolo de mel e outra de broas de mel:

 

Bolo de mel

250g de farinha (rolão do pão); 250g de açúcar amarelo; 300g  de mel; 2 colheres de azeite fino; 1 colher de fermento; 1 pitada de fermento; 1 pitada de erva doce; 5 ovos; raspa de limão

Primeiro misturam-se as gemas, o açúcar, o mel, o azeite, o fermento e a erva doce.

Depois junta-se a farinha e por fim as claras em castelo.

Vai em forma a cozer ao forno.

 

Broas de mel

1 tigela de azeite; 2 tigelas de mel; 2 tigelas de água; 3 tigelas de farinha de trigo; 1 tigela de farinha de milho; canela q.b.; erva doce q.b.

Põem-se ao lume os líquidos com os temperos e, quando ferverem, juntam-se as farinhas, que se mexem muito bem com uma colher de pau.

Tendem-se depois as broas, pondo em cada uma uma amêndoa.

Vão ao forno a cozer.

In: “Comeres de Coruche”, Associação para o Estudo e Defesa do Património Cultural e Natural do Concelho de Coruche, 1993, págs. 34 e 43.

 

Nota: Dias 1 e 2 de abril está agendado o primeiro encontro "Apicola" no Observatório do Sobreiro e da Cortiça em Coruche.

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Desafio: Partilha de receitas de doçaria em que o ingrediente principal seja o mel.

 

Revisão: Ana Paiva

 

A minha amiga Rosa Nunes partilhou diversas receitas com o ingrediente "MEL", assim:

 

Bolo de mel da Avó Idalina

3 ovos; 250g açúcar; 250g farinha; 1 chávena de mel; 2 meias cascas de ovo de azeite; fermento q.b..


Batem-se os ovos inteiros com o açúcar, depois junta-se o mel e bate-se de novo. A seguir junta-se a farinha com o fermento e depois de bem batido, junta-se o azeite.
Vai ao forno numa forma untada e ligeiramente polvilhada de farinha.

 

Bolo podre

2,5 dl azeite; 2,5 dl mel; 250 g açúcar; 10 ovos; 250 g farinha; 1/2 casca limão ralada; canela a gosto.


Batem-se as claras em castelo e à parte, o resto. Envolve-se as claras e vai ao forno numa forma untada e ligeiramente polvilhada de farinha."

 

Bolo de mel (receita ribatejana)
 
1 l mel gotejado; 1/2 l azeite; 1 colher sopa de canela em pó; 6 cabeças de cravinho ralado; 1 pitada de erva doce; 12 ovos e farinha de trigo q.b.
 
Junta-se tudo excepto a farinha e durante 15 min. bate-se muito bem. Vai-se deitando a farinha a pouco e pouco, até a massa ficar consistente, mas não muito.
Deita-se depois esta massa numa forma grande untada de manteiga de vaca e leva-se a cozer ao forno. Uma vez que se reconheça estar já bem cozido (com a prova do palito seco), retira-se da forma, coloca-se sobre um grande prato e ainda quente, sem desmanchar o "formato", corta-se em fatias e polvilha-se com o açúcar em pó.
Depois espetam-se em cada fatia flores de laranjeira ou, na sua falta, pequenas flores de papel branco frisado.
 
NOTA: Há quem faça esta receita e vase a "massa" em formas pequenas, guarde os bolos em latas fechadas. Passados alguns dias são mais saborosos.
 
Bolo pérola
 
180 g farinha; 180 g manteiga; 125 g açúcar; 2 colheres sopa de mel; 3 ovos; 1 colher sopa rasa de fermento; raspa de um limão; 1 cálice vinho do Porto

Bate-se a margarina com o açúcar e o mel, até engrossar. Juntam-se os ovos um a um e torna-se a bater. Deita-se o fermento e a raspa de limão, batendo novamente. Por fim, deita-se a farinha aos poucos e o Porto. Coze em forno moderado em pouco tempo.
 
Pudim de mel
 
6 ovos grandes; 250 g açúcar; 1/2 l leite; 1 c. (sopa) mel puro; açúcar caramelizado.

Dentro de uma tigela funda bata os ovos completos com o açúcar. Junte o mel e o leite e bata um pouco mais. Deite o preparado dentro de uma forma própria para pudim, previamente barrada com açúcar caramelizado. Leve ao forno pré-aquecido.
Passados 40 minutos, verifique se o pudim está cozido.
Desenforme o pudim só depois de frio.
 
Bebidas com mel
 
Grogue Frio
                                                                      
1 copo grande de sumo de fruta, cheio até meio com gelo picado; 1 colher de sopa de mel de urze; 1 colher de sopa de licor de pêra; 1 rodela de limão.

Misturar o mel com o licor de pêra. Deitar no copo sobre o gelo e juntar o limão. Encher o copo com água mineral gaseificada.
 
Grogue da Jamaica
                                                                               
150 g de mel de acácia; 1 l de rum branco; baunilha; casca de laranja; canela

Juntar ao rum a baunilha, a casca da laranja e a canela. Deixar macerar durante um dia inteiro, antes de adicionar o mel, primeiramente aquecido em banho-maria. Deixar macerar durante uma dezena de dias, antes de filtrar. Depois disto o grogue está finalmente pronto a servir.
 
Aguardente de zimbro
                                                                           
1 l de aguardente; 25 g de bagas de zimbro; 1 pau de canela; 300 g de mel de urze; 100 g de água; 1 pitada de
pimenta branca.

Deitar as bagas de zimbro e a canela na aguardente. Deixar macerar durante duas semanas, no mínimo. Depois, adicionar lentamente o mel e a água previamente aquecidos. Filtrar antes de deitar para um frasco bem rolhado: o licor está finalmente pronto a consumir.
 
Gelado de mel
                                                                                
2 chávenas de leite, 3/4 chávena de mel líquido (mel de laranjeira), 1 pitada de sal, 2 ovos inteiros, chávena de natas espessas.

Ferver o leite e adicionar o mel e o sal. Bater os ovos e juntar o leite quente, sem deixar de mexer com uma vara de arames. Cozer, em banho-Maria, durante 5 minutos. Deixar arrefecer e depois incorporar as natas batidas ao preparado. Colocar no congelador, batendo a mistura de vez em quando, para evitar a formação de gelo.
 
 
Compota
 
Para preparar uma boa compota de frutos secos, utilize algumas ameixas e alperces secos, demolhados na véspera, leve-os ao lume até levantar fervura, com um pouco de água, sumo de limão e canela. Depois de cozidos e fora do lume, adicione uma ou duas colheres de café de mel.
 
 
Rosa Nunes partilhou, também, os dois links abaixo indicados:
 
 
Frango com mel e laranja
 

Pernas e coxa de frango, 600g de batata, 3 colheres (sopa) de azeite, sumo de 1/2 laranja, 2 colheres (sopa) de mel de rosmaninho, 1 colher (chá) de mostarda,  sal e pimenta q.b., tomilho, coentros, alho moído, orégãos, pimentão doce e alecrim a gosto

Pré-aqueça o forno a 180ºC. 

Num recipiente, deite o sumo de laranja, a mostarda, duas colheres de sopa de azeite e o mel. Mexa e incorpore tomilho, coentros moídos e um pouco de alho moído. Adicione o frango, tempere com sal e pimenta, envolva e reserve.
Corte as batatas em quartos. Noutro recipiente, deite uma colher de sopa de azeite, orégãos, pimentão doce, alecrim e mais um pouco de alho moído. Junte a mistura às batatas e envolva.
Coloque as batatas num tabuleiro ou outro recipiente de ir ao forno e, por cima, o frango. Leve ao forno durante cerca de 45 minutos, até que frango e batatas fiquem dourados. Durante a confecção, regue o frango com o molho do tabuleiro.

 
http://kitchenet.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=kn.stories%2F9930
 
 
A amiga Cidália Coelho, dá a dica:
 
"Sumo de um limão com uma boa colher de mel e é energia para todo o dia"
 
O meu amigo Luís Simões partilhou a sua receita de seu bolo de mel:
 
"Bolo de mel
 
2,5 dl de mel ; 2 dl de azeite; 4 ovos; 150 g de açúcar; 300 g de farinha; 1/2 colher chá de fermento; 1 cálice de aguardente e como opção nozes migadas ligadas c/ farinha. Bate-se o mel com o azeite e os ovos; juntar o açúcar e bater e por fim a farinha. Untar uma forma com manteiga polvilhada com farinha, e vai ao forno médio."
 
 

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 Créditos fotográficos: Luís Simões